Mulheres brasileiras

Segundo a pesquisa “Sem parar: o trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, metade das mulheres brasileiras passou a cuidar de alguém com a explosão da covid-19. Ana Beatriz Barros, nascida em Itabira, 22 de junho de 1978, é uma modelo brasileira, que tornou-se uma das top models brasileiras mais requisitadas internacionalmente. Das mulheres mais gostosas, nascida na cidade mineira de Itabira. 5/abr/2020 - Explore a pasta 'mulheres brasileiras' de Luz del Fuego no Pinterest. Veja mais ideias sobre Mulheres brasileiras, Música brasileira, Musica popular brasileira. MULHER BRASILEIRA Imagem Brasileira na cor, quem dirá? E o mar se confunde Com tanta beleza da pele morena iá, iá Quando o dia raiou Ela… Legendas em inglês. Did you know? Vimeo is an amazing video service for original creative work, but it’s also a company with real human employees. Só tem uma palavra para descrever as mulheres brasileiras, elas são NORMAIS!!. Sério! São como todas as mulheres do mundo, normais! Há mulheres negras e brancas. Mulheres brasileiras que procuram casamento Par Ideal é um site de encontros online onde você pode encontrar, conviver, conhecer milhões de pessoas em todo o mundo, se procura a sua mulher ideal, homem ideal, participe no Par Ideal. Par Ideal é um site de relacionamentos online, onde pode encontrar o seu namorado ou namorada, para encontros sérios, encontros virtuais, encontros liberais ... Aprenda quais são as 20 mulheres brasileiras mais atraentes. Se que conhecer mulheres deste género é preciso ter coragem. Elas são muito gostosas e apetitosas. Na verdade, vai conseguir alcançar aquilo que quer muito facilmente. Deixe-se esatr livremente. Não perca mais tempo. Encontre a sua brasileira em Parperfeito. O site ideal para si. 5/dez/2019 - Explore a pasta 'Mulheres brasileiras bonitas' de Tekko no Pinterest. Veja mais ideias sobre Mulheres brasileiras bonitas, Mulheres brasileiras, Vestido festa plus size.

r/Brasil

2008.02.15 21:22 r/Brasil

A casa dos brasileiros no Reddit. Leia as regras e participe de nossa comunidade! The Brazilian community on Reddit. Feel free to post in English or Portuguese!
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2018.06.23 22:51 aimaginaria Mulheres Redditers

Sub para mulheres br
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2016.02.23 18:50 ssb4fans Brasileirinhas

Aqui nós falamos sobre mulheres brasileiras de dimensões reduzidas.
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2020.09.22 04:22 similaraleatorio Uma discussão sobre os personagens da música Construção, de Chico Buarque

Uma discussão sobre os personagens da música Construção, de Chico Buarque

Capa do disco Construção, de 1971
Música (se não conhece, ouça primeiro e só depois leia a postagem): https://www.youtube.com/watch?v=wBfVsucRe1w
Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenho mágico Seus olhos embotados de cimento e lágrima Sentou pra descansar como se fosse sábado Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
No meu entendimento essa parte narra um personagem que amava tudo que tinha na vida, a mulher (já teve outras mas essa, certamente como as anteriores, era amada como se fosse a última), os filhos (os amava tanto que para ele cada um era como se fosse o único filho), o trabalho (subiu apressado como se fosse máquina, ergueu paredes num serviço profissional, eram sólidas e tão boas que pareciam magicamente feitas), era um homem sofrido e quieto (...passo tímido) que dava valor a tudo e às pequenas coisas que tinha na vida (como o arroz e feijão que ele comia como se fosse príncipe), mas que por um descuido, uma fatalidade, sofreu um acidente e enquanto estava caindo estava apavorado, batendo asas como se fosse um pássaro em voo (essa imagem é muito reveladora e forte pra mim, ele não queria morrer e se debateu em desespero no ar) e então veio a óbito.
Amou daquela vez como se fosse o último Beijou sua mulher como se fosse a única E cada filho seu como se fosse o pródigo E atravessou a rua com seu passo bêbado Subiu a construção como se fosse sólido Ergueu no patamar quatro paredes mágicas Tijolo com tijolo num desenho lógico Seus olhos embotados de cimento e tráfego Sentou pra descansar como se fosse um príncipe Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo Bebeu e soluçou como se fosse máquina Dançou e gargalhou como se fosse o próximo E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público
Aqui o personagem já vivia a vida mais desencanado, embora ainda gostasse do prazer dos lençóis com a esposa ele não era fiel (...sua mulher como se fosse a única), percebia cada filho como se fosse o pródigo (dispendiosos, via cada filho como despesa, não gostava tanto assim deles), era um sujeito desleixado (...passo bêbado) que chegou pra trabalhar bêbado mas subiu a construção como se fosse sólido (quem já tomou pileque e teve que parecer sóbrio sabe bem o que é isso), ao contrário do primeiro personagem que fazia um trabalho com capricho (paredes sólidas num desenho mágico) esse aqui fazia um trabalho que dava pro gasto, nada de mais (paredes mágicas num desenho lógico, mágicas pq pra erguer uma parede boa estando bêbado é preciso fazer mágica e o que dá pra fazer é um desenho básico e lógico de empilhar tijolos). Sentou pra descansar como se fosse um príncipe (pra tentar amenizar os efeitos da ressaca), mas comeu apressado como se fosse máquina (pq o tempo é curto para poder voltar ao trabalho) e a exemplo do primeiro personagem por uma fatalidade, um descuido, acabou caindo da construção (dessa vez meio que aceitando o que estava acontecendo, foi caindo como se fosse sábado -um dia monótono e sem graça) e veio a óbito.
Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Aqui claramente me vem à mente a ideia do suicídio. Amou como se fosse máquina, sem tesão algum e beijou a mulher pq era a mulher dele, era o lógico a se fazer. Sem prazer nem gana em nada fez um trabalho porco (paredes flácidas) pq já sabia que era a última vez tanto que sentou rapidamente como se fosse um pássaro e aqui pra mim a revelação do suicídio: E flutuou no ar como se fosse um príncipe. A queda foi libertadora.
Eu fico embasbacado como essa música é bem escrita, bem arranjada, é uma música completa. Talvez a maior música brasileira que eu já ouvi em toda minha vida. E pra você, o que você entende dessa música?
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2020.09.21 13:50 FlavioKD9 Ultimo desabafo

Bom, essa é a última vez que venho desabafar aqui no reddit, primeiro porque nem eu me aguento mais aqui, e segundo porque eu não aguento mais viver.
Vamos começar com toda razão do problema, eu tenho sido uma pessoa completamente frustrada, não tento mais realizar nada. Até porque o meu real sonho, eu não posso alcançar. Tenho o sonho de trabalhar com música, ser famoso, ter sucesso, poder marcar o meu nome na história da música brasileira. Sonhos de adolescente de 15 anos, eu sei. Só que, não sei cantar bem, não sei tocar um instrumento a nível profissional, não sou bonito, não tenho a voz boa, não sou popular e não sou inteligente. Ou seja, é tudo um sonho que vai viver na minha cabeça me consumindo. Só que eu amo música, eu consumo música como um bêbado consome cachaça, vou dormir, fazendo comida, tomando banho, até pra escolher música eu coloco alguma primeiro pra não ficar em silêncio. Eu tenho tido várias ideias pra letras/clipes de músicas, sigo anotando todas, se não fizer sucesso enquanto estiver vivo, quem sabe alguém acha depois que eu estiver morto, grava e faz sucesso. A vontade de ascender a classe social é outro sonho que não é tão alcançável, queria muito poder não me preocupar com dinheiro e poder ajudar os meus pais e outras pessoas, ou qualquer coisa do tipo.
Segundo ponto é a ansiedade, desde que começou a quarentena (março) eu não saio de casa, eu já não saia normalmente, por ser bastante antissocial. Mas, no fim de semana, sempre ia no Shopping olhar as coisas que queria comprar e não tinha dinheiro. Eu sempre fui uma pessoa ansiosa, mas nunca tinha tido uma crise de ansiedade, durante a quarentena tem dias que tenho 2 ou 3. Sinto palpitação no peito, dores de cabeça, começo a chorar, começo a suar, falta de ar, dormência nas pernas e tensão no corpo todo. E como sempre fui uma pessoa muito solitária, ninguém sabe dessas minhas crises. Nesses últimos dias, tenho sentido uma vontade enorme de cometer suicídio. Simplesmente, vou dormir todos os dias sonhando em não acordar no outro dia. Só que eu não posso ter essa escolha, porque minha mãe se sente sozinha comigo vivo. Eu não escolhi nascer, não escolhi ser uma pessoa sozinha, eu só quero que essa dor que eu sinto no meu coração, como se tivesse uma bola de fogo dentro do meu peito derretendo tudo e prestes a explodir. Queria que meus sonhos se realizassem, mas eu sei que nada nessa vida é como a gente quer. Queria poder ser rico, ter uma vida boa, poder dar uma vida boa para os meus pais, poder ajudar pessoas de alguma forma. Eu não consigo mais ficar na companhia de alguém por muito tempo, porque desde os meus 11 anos (acho) eu sempre fiquei sozinho praticamente o dia inteiro, não tinha irmão, não tinha amigos na escola, sempre foi um problema.
Um outro problema durante essa quarentena problemática do caramba, é que eu me apaixonei por uma mulher famosa, a qual eu acompanho o trabalho dela fazem 9/10 anos. Eu como um adolescente sentia atração por ela. Só que teve um hiato em que eu deixei de acompanhar, e esse ano, eu voltei a ver ela mais frequentemente nas redes sociais e em qualquer lugar. E não é mais atração que eu sinto por ela, é algo mais apaixonado, eu sonho com a gente tomando vinho, com as amigas(os) dela em uma sexta feira, sonho com a gente escrevendo músicas, olhando o pôr do sol numa tarde de domingo, contando histórias um pro outro, se divertindo, aproveitando a vida, ela mudando de cor e tamanho de cabelo o tempo todo, a gente meditando junto. Quando eu fecho os olhos agora, só consigo pensar no sorriso dela, e tudo que eu faria pra manter aquele sorriso no rosto dela pra sempre. Eu nunca a conheci pessoalmente, mas sinto uma ligação entre a gente (eu sei, é bobo e eu preciso de tratamento psicológico urgente). Só que eu acredito na merda do destino, mas também acredito que o destino não vai entregar tudo comigo parado em casa.
Vamos pra outro problema. Ela tem um crush em ninguém mais, ninguém menos que Jaden Smith. E eu não consigo competir com ele, eu sou gordo, feio, tenho mordida aberta (ou seja, meus dentes são fudidos) e tenho uma puta vergonha do meu corpo, e com isso tenho medo de me relacionar.
OBS!!!! Se você não quiser ler sobre meu corpo estranho e meu medo de se relacionar com alguém sexualmente, pule um parágrafo. Obrigado.
Sexta feira vou fazer 22 anos, e eu nunca me relacionei sexualmente com alguém antes, primeiro porque ninguém é louco o suficiente pra fazer isso, segundo porque mesmo que tivesse, eu não aceitaria porque tenho vergonha de lá de baixo também. Primeiro que ele não é grande e é fino, segundo porque como eu sou gordo, e tenho a parte em cima do pênis, gorda também, o que deixa ele menor ainda, terceiro, eu sou mono bola, ou seja, só uma desceu. Tenho medo de me relacionar com alguém, e a pessoa começar a rir na hora ou até fazer alguma coisa pior, sei lá.
Continuando, como começaram essas crises de ansiedade, eu comecei a meditar, e isso tem me ajudado um pouco, mas não dá pra meditar a cada 1 hora. Então tem alguns momentos em que eu fico com a pouca ansiedade, eu consigo relaxar o corpo e a mente. Outra relação com a meditação que tem me ajudado também, é que quando eu vou tomar banho, eu desligo as luzes, e começa a entrar uma luz natural pela janela (não tomo banho durante a noite, porque só tem uma banheiro que fica do lado do quarto dos meus pais, e eu não poderia acender velas nem tomar banho com luz desligada porque eles iam achar que eu estou maluco, não que eu não esteja, mas é meu momento de paz) e eu também coloco uma música pra relaxar. Aquele momento, é o melhor do meu dia, é o momento em que eu fico mais em paz. Nada pode me tirar do sério, meus pensamentos vão embora junto com a sujeira. Só que quando saio, passa uma hora e volta tudo ao normal. Também tem a meditação da caixa infinita, me vejo em uma caixa enorme que eu não consigo ver o fim, só que tem vezes que eu não consigo enxergar nada, é tudo escuro e frio. Tem vezes que é claro como o dia, eu consigo me ver realizando os sonhos que estão na minha cabeça, consigo ver tudo que eu mais queria. Consigo ver o rosto dela dentro da minha cabeça.
É isso, eu não sei mais o que fazer, estou pra fazer 22 anos, já sou frustrado, tenho certeza que nenhum dos meus sonhos vão se realizar, e queria poder ter a livre escolha de morrer. Não é que eu não ame a vida, eu amo demais, eu amo olhar pra lua, amo escutar música, amo sentir o cheiro de pão saindo do forno, amo ver o sorriso da pessoa que eu nunca vou me relacionar, amo meus pais (mesmo sendo problemáticos, o que é normal, porque todos somos), amo o som do mar e a música que a natureza cria.
Eu sinto que faltou muita coisa que eu não escrevi aqui, é que na verdade, minha cabeça tá uma bagunça, são tantos pensamentos, tanta ansiedade. Sei lá, desculpe se alguma coisa ficou confusa, ou sem sentido. Qualquer coisa me avisa aqui que eu tento explicar melhor. E obrigado separar um tempo pra ler essa epopeia enorme. Você é incrível.
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2020.09.21 00:59 Constant-Overthinker Times com diversidade são mais espertos / Por que a decisão da Magazine Luiza faz sentido.

Um monte de posts falando da decisão do Magazine Luiza. Um dos argumentos contra que vejo nesses posts é mais ou menos o seguinte: o MGLU está sendo hipócrita, ou exercendo racismo contra brancos.
Bobagem. A decisão não é sobre racismo, mas sobre capitalismo.
Comecemos por aqui: Diversidade em times melhora a qualidade da tomada de decisão. Não sou eu quem digo. É Harvard. É a McKinsey. É qualquer escola de negócios do mundo.
https://hbr.org/2016/11/why-diverse-teams-are-smarter
Por que diversidade melhora a qualidade da tomada de decisão? Explicando de maneira simples. Você tem um mercado-alvo, quer vender para ele. Se esse mercado-alvo for a população brasileira, essa população é composta de ricos e pobres, homens e mulheres, brancos, negros, e pardos, jovens e velhos, héteros e homossexuais.
Se você monta um time de marketing e vendas só de homens brancos de 40 anos, você vai ter dificuldade de realmente entender todas as facetas dos seus clientes. Mais inteligente ter um time misto, com pessoas de várias origens, trazendo diferentes perspectivas para a tomada de decisão.
Mais: pessoas com origens diferentes vão discordar mais frequentemente. E terão que ir atrás de fatos para conseguir e solver essas discordâncias. Ao invés de depender de suposições e crenças que são lugar comum para apenas um grupo, um time misto terá que ter um processo de decisão mais racional e ancorado na realidade.
O que concluímos disso? É do interesse do Magazine Luiza (e de seus acionistas) ter um time diverso.
Ok. Queremos um time diverso. Vamos começar do zero. Qual é o profissional mais fácil de achar? O homem branco. É pura estatística: por muitos anos, o homem branco era a maioria dos alunos de faculdades. Você quer um profissional sênior de marketing qualquer, com uns 30 anos de experiência—é muito mais fácil encontrar um que seja um homem branco do que um que seja uma mulher negra.
O Magazine Luiza não está começando do zero. Se ela parece com a típica grande empresa brasileira, a liderança dela é majoritariamente branca e masculina.
Você não consegue resolver esse problema em uma tacada só, por exemplo, através da demissão de metade dos funcionários brancos e contratação de negros ou mulheres. Primeiro porque seria injusto com os funcionários que lá estão. Segundo, porque (como vimos) quanto mais sênior mais difícil hoje encontrar talento “diverso”.
Mais inteligente é apostar na formação dessas lideranças, através de, por exemplo um programa de trainees. Focar apenas em negros por um ou mais anos é inteligente—esse é o problema que se quer resolver.
“Mas e os brancos homens?” Lembre-se que não existe problema de encontrar homens brancos para serem líderes—eles estão por toda parte. Se lá na frente o Magazine Luiza precisar “rebalancear” porque precisa contratar mais homens brancos, esse é um problema fácil de resolver. Literalmente toda empresa que não o Magazine Luiza contrata e forma, majoritariamente, homens brancos. Eles existem aos borbotões por aí.
“Mas e se todas as empresas fizerem isso, pararem de contratar brancos?” Primeiro, até parece que isso é possível. Segundo, qual a surpresa? É exatamente isso que acontecia (e ainda acontece) com negros e mulheres há séculos.
submitted by Constant-Overthinker to brasilivre [link] [comments]


2020.09.19 18:02 garotadelicada vc conhece a história de uma baixinha brasileira que revolucionou o que conhecemos da psiquiatria? Nise da Silveira a mulher que só de ter humanidade e compaixão olhando como igual para quem ninguém nunca olhou e foi pioneira. Nise da Silveira a baixinha rebelde da psiquiatria

vc conhece a história de uma baixinha brasileira que revolucionou o que conhecemos da psiquiatria? Nise da Silveira a mulher que só de ter humanidade e compaixão olhando como igual para quem ninguém nunca olhou e foi pioneira. Nise da Silveira a baixinha rebelde da psiquiatria submitted by garotadelicada to u/garotadelicada [link] [comments]


2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.09.18 22:04 1berto86 Os 10 tópicos com mais comentários no Reddit, separados por ano

2019 (máx. 1648 comentários):
  1. Ataque a escola em Suzano
  2. Publicação de chats privados sobre a Lava Jato pelo Intercept
  3. ENEM
  4. Saída do Lula da prisão
  5. Temer preso
  6. Forma moderna de escravidão (trabalhadores por aplicativo)
  7. Reforma da previdência
  8. O que é golden showe?
  9. Situação da Venezuela
  10. Todo dia alguém vem e abre minha caixa de correios a força, levando contas e dívidas, semana passada fiz uma armadilha e a pessoa se feriu, sangrou, mas a caixa estava aberta de novo uns dias depois.

2018 (máx. 3557 comentários):
  1. Debate presidencial da Globo
  2. Eleições 2018
  3. Debate presidencial da Band
  4. Debate presidencial da RedeTV
  5. Eleições 2018 - 2º turno
  6. Bolsonaro leva facada
  7. Julgamento do STF sobre o habeas corpus do Lula
  8. Prisão do Lula
  9. Debate presidencial da Record
  10. Sobre o erro de votar em Bolsonaro

2017 (máx. 842 comentários):
  1. Lula condenado à 9,5 anos de cadeia
  2. Dono da JBS grava Temer dando aval para compra do silêncio de Cunha
  3. ENEM
  4. Cultural exchange com a europe
  5. Pó mágico (enquanto consentimento é o que faz o sexo não ser estupro, emprego não ser escravidão e o negócio não ser extorsão, pó mágico de fada é o que faz o imposto não ser roubo)
  6. "Comunismo mata" - painel gigante na Times Square mostra número de mortes sob o regime no último século
  7. Justiça proíbe que redações do ENEM sejam anuladas por desrespeito aos direitos humanos
  8. Ex-jornalista esportivo que cobriu futebol no Rio de Janeiro durante uma década. AMA.
  9. Black Friday
  10. O que "todo mundo" gosta e você odeia?

2016 (máx. 4170 comentários):
  1. Impeachment da Dilma
  2. Esforço para colocar o brasil na Front Page
  3. Medalha de ouro do Bernardinho pelo Brasil
  4. Mudança das regras do brasil em relação aos tópicos de política
  5. Donald Trump eleito presidente dos EUA
  6. Dilma perde o mandato
  7. Impeachment - tópico de discussão
  8. ENEM
  9. Quais são seus preconceitos?
  10. Maranhão, Presidente interino da Câmara, anula processo de impeachment da Dilma, atendendo pedido da AGU

2015 (máx. 1291 comentários):
  1. Qual sua opinião mais política?
  2. PQC com Marcos Alcântara, Secretário de Finanças do Partido Novo
  3. AMA com um anarquista
  4. Eduardo Cunha autorizou processo de impeachment contra Dilma
  5. AMA com um anarcocapitalista
  6. Tópicos de confissões
  7. Cabelo considerado "exótico" impede rematrícula de aluno
  8. Pronunciamento da Dilma na TV
  9. Transexual processa boate após ter que pagar por ingresso masculino
  10. Mostre seu desktop e vamos tentar descobrir algo sobre você

2014 (máx. 398 comentários):
  1. Debate presidencial 2º turno
  2. Censo dos usuários do brasil
  3. Thread do segundo turno
  4. Dilma Rousseff é reeleita
  5. O que te irrita?
  6. Lurkers do brasil, porque?
  7. O que vocês estão lendo?
  8. Português aqui. Pergunte qualquer coisa.
  9. Revista tpm lança campanha #precisamosfalarsobreaborto "É necessário alertar a população sobre os dados, sobre as mortes, sobre o sofrimento dessas mulheres, e parar com o julgamento moral.”
  10. Eleições 2014

2013 (máx. 77 comentários):
  1. Marco Feliciano manda prender jovens que protestavam com beijo durante evento religioso
  2. Mostre sua localização no brasil
  3. Você é contra ou a favor da descriminalização das drogas?
  4. 5 causas que estão virando consenso no protesto
  5. Jovens que se beijaram "poderiam ter dado voz de prisão" a Feliciano por abuso de autoridade, diz diretor da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP
  6. Sobre os protestos e o insight de que era a direita tentando tomar o poder
  7. Se vocês tivessem que mudar para outra cidade do Brasil, para onde seria e porque?
  8. Coreia do Norte recebe apoio do PT, PSB e PC do B (PT, PC do B, PSB)
  9. Sim, eu sou um espírito de porco e um babaca. 4 motivos porque os protestos vão fracassar.
  10. Redditors, uni-vos! (convocação para participar dos protestos)

2012 (máx. 140 comentários):
  1. Mostre sua localização
  2. Redditors brasileiros, diga um pouco de ti pra nós. Como descobriu o reddit e quais são seus subreddits prediletos.
  3. Aumentar a comunidade brasileira no Reddit
  4. MPF em SP pede retirada da frase 'Deus seja louvado' das notas de reais
  5. Lista de subreddits em português
  6. Censo brasil
  7. Gírias brasileiras
  8. Help with brazilian food
  9. Eu sei que vocês não curtem muito, mas quais seriam os "memes brasileiros"?
  10. Qual sua opinião sobre as eleições de ontem?
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2020.09.17 01:31 StarryShiningKnight Karma existe e ele é incrível

Hoje eu tive uma notícia que me fez sentir como se eu tivesse vencido a quarentena kkkkk
Eu passei 4 anos da minha vida trabalhando em o que se chama de "vaga arrombada" - recebia 1 salário mínimo pra fazer o trabalho de todo mundo no escritório e ainda hora extra.
Nesse emprego, eu tinha uma chefe - vamos chamar ela de Gueixa - e ela era uma verdadeira de uma v*ca. Atrapalhava o serviço, inventava coisa pra fazer às 18:45, estragava o serviço das pessoas, falava mal de todo mundo etc. Ainda, ela era adepta da filosofia da "família tradicional católica brasileira" - isso é importante.
No final do ano passado, essa mulher acabou com a minha vida, até tive gastrite por causa dessa infeliz, vivia metendo o pau em mim pra supervisora geral, inventava intriguinha e enchia o saco. Bem, por conta da Gueixa, acabei sendo demitido do escritório pouco antes da pandemia.
O motivo?
Bom, ela era a chefe responsável por lidar com os processos referentes à prefeitura, e ela, de alguma forma, sempre fazia tudo dar certo e sempre sabia exatamente o que ia acontecer.
Por um tempo eu até cheguei a acreditar que ela era muito boa no que ela fazia, mas, com o tempo, passei a perceber que ela era uma anta - não tinha ideia de como um processo funciona e tinha dúvidas e dificuldades de um aluno de primeiro ano de direito, não de uma profissional com uma década de carreira.
Por conta disso, começou a rolar uma piada pelo escritório, nada sério, piadinha de adolescente mesmo. A piada? "Essa mulher só pode estar transando com o procurador da prefeitura, não é possível".
E o que isso tem a ver com a demissão? Ela descobriu que rolava esse tipo de piada dela pelo escritório e - para variar - colocou toda a culpa em mim. Eu tinha começado, eu estava fazendo bullying, eu era um machista, eu perseguia ela desde o dia em que comecei no escritório, e por aí vai.
Enfim, fui demitido.
Agora, quase 7 meses depois, fui na academia e um dos instrutores me pergunta brincando "que história é essa aí da gueixa do seu escritório". Eu, que não sabia do que se tratava, claro que perguntei do que ele estava falando.
E, aparentemente, a sra. Gueixa, muito da casada, foi flagrada em horário de serviço transando - e muito - com um Procurador da Prefeitura de um dos processos dela, dentro de uma das salas da sede da OAB da minha cidade!
Ela não ficou putassa com a existência da piada, ela ficou putassa com a VERDADE da piada!
Eu fico triste pelo marido dela, que nunca mais vai passar em uma porta com facilidade, mas eu não parei de rir até agora!
E acho extremamente justo que ela, a responsável pelo meu estresse e ansiedade por tantos anos, se torne a responsável pelo meu bom humor pelo futuro próximo!
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2020.09.15 05:31 CristianoEric Acho incrível como a mulher média brasileira é um ser impulsionado pela necessidade de obter atenção

Acho incrível como a mulher média brasileira é um ser impulsionado pela necessidade de obter atenção submitted by CristianoEric to Orochisegundo [link] [comments]


2020.09.09 16:41 futebolstats Ana Lorena Marche assume direção de futebol feminino em São Paulo

Nesta terça-feira (8), Ana Lorena Marche falou pela primeira vez como diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF). A dirigente, que coordenava o respectivo departamento na entidade, substitui Aline Pellegrino na direção, já que a antecessora assumiu a recém-criada coordenação de competições da modalidade na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
"Estou há oito meses na casa e sempre aprendendo. É difícil citar uma só [característica de Aline]. Ela olha para o todo, é estratégica. Pensa fora da caixinha, na massificação; entende que o futebol feminino é um produto que tem de ser pensado de maneira diferente. Uma peneira pode não fazer muito sentido no masculino, mas, no feminino faz total sentido nesse momento em que vivemos", afirmou Ana Lorena durante entrevista coletiva por videoconferência, mencionando a seletiva realizada pela FPF para o Campeonato Paulista sub-17, que reuniu cerca de 600 meninas, entre 14 e 17 anos, no ano passado.
Segundo a diretora, atrair garotas mais jovens à modalidade é uma das missões no cargo. "Esse ano, teríamos o [Paulista] sub-15, mas veio a pandemia [do novo coronavírus]. No ano que vem, se tudo melhorar e tivermos segurança, pretendemos realizar o sub-15 e aumentar os festivais das categorias menores, para que possamos atingir mais lugares no estado, e que elas [meninas] não tenham o festival em só uma ou duas datas no ano. Queremos, também, conversar com as escolas e o governo estadual. São parcerias interessantes para massificar a modalidade, ensinar as meninas a gostarem mais de futebol", detalhou.

Ver essa foto no Instagram
Essa imagem descreve bem o trabalho da Aline, multitarefas, dedicação total e uma paixão incrível por transformar o futebol de mulheres!! Meio maluca as vezes, rs. Mas cheia de ideias mirabolantes e geniais. Parabens, vc merece!! Sempre foi um prazer trabalhar ao seu lado, obrigada por todo aprendizado e confiança. Pode ter certeza que a parceria continua!
Uma publicação compartilhada por Ana Lorena Marche (@ana_lorena_marche) em 3 de Set, 2020 às 8:25 PDT
Educadora física de formação, Ana Lorena chegou à FPF em dezembro, após duas temporadas coordenando o futebol feminino da Ferroviária. Na gestão dela, as Guerreiras Grenás foram campeãs brasileiras e vices da Libertadores em 2019. Até por isso, a nova diretora da modalidade na entidade entende que o interior do estado tem potencial a ser explorado.
"[As cidades de] Franca, São José do Rio Preto, Araraquara e Botucatu foram grandes formadoras e continuam sendo. Boa parte da base de alguns clubes é de meninas que vieram daí. Então, é olhar e valorizarmos cada vez mais. Pensarmos cada vez mais em festivais [sub-14] como os dos dois últimos anos em Araraquara, e levá-los a outras regiões do estado onde o futebol não é tão desenvolvido; fazer que mais cursos de capacitação cheguem nesses locais. O estado é gigantesco, com uma população enorme. Há muita coisa a ser feita", planejou.
"Ainda temos de quebrar mais e mais barreiras para inserirmos mais meninas e mudarmos a percepção de marcas e dos clubes. Nem todos [os clubes] fazem uma gestão [do futebol feminino] pensando no todo. Para isso, teremos que ter muita resiliência, como Aline teve nesses quatro anos. Acho que é um dos grandes feitos dela, ter movido uma federação inteira em prol da modalidade, e não só o departamento", concluiu.
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2020.09.08 19:39 Malarazz Resultados do censo do /r/futebol 2020

Introdução
Primeiramente, obrigado a todos que responderam o censo! Tivemos 371 respostas esse ano, comparado com 68 em 2018.
Essa thread vai ser enorme. Nela, vou descrever e comentar sobre as estatísticas mais interessantes de cada uma das perguntas, principalmente respectivas aos 13 clubes grandes do Brasil. Quem preferir visualizar sozinho de maneira mais completa pelo google forms, aqui está o link do censo. Já quem gostaria de comparar com o último censo de 2,5 anos atrás, aqui está ele. Lembre-se que o censo foi separado em 4 categorias. Sinta-se à vontade pra pular pra categoria mais interessante (na minha opinião a 3) se não quiser ou não aguentar ler tudo. As perguntas estão numeradas e na mesma ordem que estavam no censo, então vocês também podem pular pra discussão das perguntas que acham mais interessantes.
Parte 1: Perguntas Demográficas
1) Aonde você nasceu? -- De 2018 pra cá, o subreddit ficou bem mais diversificado com esse quesito. Apesar de São Paulo continuar liderando, proporcionalmente o estado caiu muito. 76 (21%) dos usuários nasceram lá, enquanto que 22 (32%) ano passado. Rio Grande do Sul vem em segundo e Rio de Janeiro em terceiro, com 67 e 55 membros respectivamente (18% e 15%).
Curiosamente, apesar de ter metade da população e um futebol menos tradicional, o Paraná tem mais usuários do que Minas Gerais: 34 vs 25 (9% vs 7%). Outro fato bastante curioso são os estrangeiros. Os 4 portugueses nós já esperávamos, até por causa do Jorge Jesus. Mas além deles, 2 usuários nasceram em outro país da América do Sul, 3 na América do Norte, 2 em outro país da Europa, e 1 na Ásia, pra um total de 12 (3%) usuários que são estrangeiros. A proporção esse ano ficou parecida com a do censo passado, quando 2 (3%) dos usuários nasceram fora do Brasil. Fico muito curioso pra saber da vida desses usuários: se vêm de pais brasileiros ou simplesmente falam português e gostam da cultura e/ou futebol brasileiro.
2) Aonde você mora? -- Ranking muito parecido com o de nascimento, porém claro, com mais usuários morando no exterior do que nascendo lá. 30 (8%) usuários moram no exterior, sendo 13 (43% deles) na América do Norte. Essa proporção foi um pouco menor que os 9% de 2018.
3) Qual é o seu gênero -- 8 (2%) usuários são mulheres, enquanto em 2018 eram 2 (3%). Nenhuma surpresa aqui, quando combinamos duas coisas extremamente masculinas (futebol, e reddit para brasileiros).
4) Qual é sua cor ou raça? -- Similar ao censo do /brasil que agora perdi o link, 275 (75%) dos usuários são brancos, 70 (19%) pardos, 12 (3%) negros, 6 (2%) asiáticos, 2 (1%) árabes e 1 indígena. Tanto aqui quanto no gênero a gente vê que a população do /futebol não é nem um pouco representativa da população brasileira em geral.
5) Qual é sua idade? -- Semelhante ao censo passado, a faixa etária mais comum é 23 a 27 anos com 138 (37%) usuários. Em seguida vem 18 a 22 anos com 114 (31%), 28 a 32 anos com 66 (18%) e menos de 18 anos com 25 (7%). Os 2 (1%) usuários mais velhos têm entre 43 a 47 anos.
6) Qual é o seu grau de escolaridade? -- 159 (43%) usuários atualmente cursam o ensino superior. 77 (21%) têm graduação completa, 33 (9%) estão cursando pós-graduação, e 32 (9%) têm pós-graduação completa. Acho que seria bom ter separado mestrado e doutorado nessa questão. Talvez seja uma ideia interessante pro próximo censo.
7) Se você cursou ou está cursando o Ensino Superior, qual é sua área de formação? -- Dos 307 respondentes, 64 (21%) fazem ou fizeram Engenharia, 58 (19%) ciências sociais ou humanas, 47 (15%) ciência da computação ou similares, 35 (11%) administração e negócios e 34 (11%) direito. Essa é um pergunta complicada de analizar porque muitas pessoas escreveram "Other: xx" quando talvez se encaixava numa das opções dadas.
8) Qual é sua situação no mercado de trabalho? -- 146 (40%) usuários apenas estudam, enquanto 94 (26%) estudam e trabalham, 91 (25%) só trabalham e 34 (9%) estão desempregado.
9) Qual é seu status de relacionamento? -- Confirmando um estereótipo do reddit, 256 (69%) usuários estão solteiros. 79 (21%) em um relacionamento estável, 26 (7%) casados e 7 (2%) noivos. Me pergunto qual as porcentagens pra população brasileira em geral pra essa faixa etária. PS: não leiam as respostas manuais.
10) Há quanto tempo você usa o reddit? -- 89 (24%) usuários usam o reddit há mais de 5 anos, enquanto 69 (19%) usam há entre 1 e 2 anos. Apenas 41 (11%) usam há menos de 1 ano, sendo 17 desses (41% dos 41) há menos de 6 meses.
Parte 2: Futebol Como Passatempo
11) Há quanto tempo você acompanha o /futebol? -- Curiosamente, ao contrário da última pergunta, a maioria dos usuários são novos no pedaço. 133 (36%) entre 1 e 2 anos, 90 (24%) entre 6 meses e 1 ano e 73 (20%) há menos de 6 meses. Apenas 39 (11%) estão aqui há mais de 3 anos.
12) Que tipo de usuário você é? -- Aqui a gente vê algo que já é conhecido no reddit afora. A regra de Pareto, 80% do conteúdo é criado por 20% dos usuários.
228 (62%) usuários lêem as threads e/ou comentários mas raramente fazem o próprio, enquanto que 110 (30%) escrevem comentários mas raramente criam threads. Sobram apenas 30 (8%) que criam threads com certa frequência.
13) Como você descobriu o /futebol? -- Essa foi uma das questões mais surpreendentes pra mim. 207 (56%) usuários descobriram o /futebol no /brasil ou em outro lugar do reddit, enquanto que 148 (40%) simplesmente digitaram futebol no reddit torcendo pra existir. Apenas 7 (2%) vieram aqui por indicação de um amigo, enquanto que só 3 (1%) acharam o /futebol pelo google.
Para os veteranos que lembram do golpe ano passado, imagina se a gente tivesse migrado pro /FutebolBR? Ia perder um monte do fluxo de novos usuários.
14) Quantas partidas você costuma assistir por semana? -- 181 (49%) usuários assistem futebol 1 ou 2 vezes por semana, enquanto que 104 (28%) assistem 3 ou 4 vezes por semana e 33 (9%) assistem entre 1 vez por mês e 1 vez por semana. Apenas 19 (5%) usuários assistem 7 vezes ou mais por semana, enquanto que só 6 (2%) nunca ou quase nunca assistem. Uma ideia pro próximo censo seria separar as opções por 1, 2, 3, etc. invés de "1 ou 2".
15) Como você mais costuma assistir as partidas em casa? -- 159 (43%) costumam assistir por streaming, enquanto que 90 (24%) pelo premiere, 63 (17%) por TV a cabo sem ser premiere e 45 (12%) por TV aberta.
16) Você assistiu a quantas partidas no estádio em 2019? -- 178 (48%) usuários não assistiu nenhuma partida no estádio em 2019, o que eu achei bem curioso. 84 (23%) assistiram a 1 uma 2 partidas e 37 (10%) assistiram a 3 ou 4 partidas. Surpreendemente, 40 (11%) assistiram a 9 ou mais partidas ano passado.
17) Você costuma assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando? -- Essa foi uma pergunta meio confusa que acho que precisa ser reformulada no próximo censo. Só não sei pra o que. Ainda assim, 188 (51%) usuários costumam assistir apenas jogo importante, enquanto que 138 (37%) aceitam assistir qualquer tipo de partida mesmo sem ser importante ou do seu time. 34 (9%) não costumam assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando.
18) Você acompanha as ligas nacionais de quais países? (Selecione todas que acompanhar) -- 321 (87%) acompanham o Brasileirão, 231 (63%) a inglesa, 135 (37%) a espanhola e 100 (27%) a alemã. Apenas 57 (15%) acompanham a liga francesa do Neymar, e só 22 (6%) não acompanha nenhuma liga.
Há algumas diferenças interessantes perante ao censo passado. O Brasileirão caiu por 12% (67 ou 99% dos usuários em 2018) e a francesa caiu por 40% (17 ou 25% dos usuários em 2018), enquanto a alemã aumentou em 69% (11 ou 16% dos usuários em 2018). Interessante também os usuários que acompanham as ligas do Japão, da Austrália e da Nova Zelândia.
19) Você costuma assistir campeonatos estaduais? Se sim, quantos jogos? -- 187 (51%) usuários assistem vários jogos, inclusive contra times menores, enquanto que 118 (32%) assistem apenas jogos importantes e 59 (16%) raramente ou nunca assistem, ou só assistem só a final.
20) Se você acompanha campeonatos estaduais, você acompanha os de quais estados? (Selecione todos que acompanhar) -- Pra surpresa de ninguém, o Paulistão é o estadual mais badalado com 191 (55%) usuários acompanhando. Porém, apesar de termos mais gaúchos do que cariocas, o Campeonato Carioca ganha audiência de 162 (47%) usuários enquanto que o Gauchão apenas 106 (31%). Faz sentido, pois tem muita gente de outros estados que torcem pra times cariocas, e também porque simplesmente é um estadual mais competitivo.
Talvez por motivos parecidos, 49 (14%) usuários acompanham o Campeonato Mineiro enquanto que só 28 (8%) acompanham o Paranaense. Apenas 4 estados, Acre, Alagoas, Piauí e Roraima têm seus estaduais completamente ignorados pelo /futebol. Os resultados são parecidos com 2018, porém na época haviam 10 estados com 0 espectadores.
21) Como você acha que devem mudar os estaduais? (Tente selecionar a opção mais próxima da sua ideia) -- Chegamos à primeira pergunta suculenta e polêmica do censo. Apesar de eu ter pedido pra selecionarem uma das opções, muita gente quis detalhar sua ideia, o que efetivamente vira um voto nulo pro censo. Mas tudo bem.
119 (categoria A, 32%) usuários acham que o formato atual tá bom como tá ou deve apenas ser levemente reduzido, enquanto que 89 (categoria B, 24%) acham que times grandes devem entrar direto no mata-mata e 145 (categoria C, 40%) acham que times grandes devem parar de disputar estaduais.
Algo interessante que já era de se esperar foi a correlação entre a frequência que a pessoa assiste estaduais e sua opinião sobre o atual formato. Dos 159 usuários que assistem vários jogos, 43% tem opinião na categoria A, 16% na B e 41% na C. Dos 127 usuários que assistem apenas jogos importantes e/ou clássicos, 27% pertencem à categoria A, 35% à B e 38% à C. Dos 54 usuários que raramente ou nunca assitem, 29% pertencem à categoria A, 17% na B e 54% na C. Nos números deste parágrafo foram ignorados os usuários que “votaram nulo” no censo.
Apesar de fazer sentido na minha cabeça, não pôde ser visto uma correlação entre o entusiasmo do usuário sobre futebol e sua opinião sobre o formato de estaduais (i.e. usuários que assistem 2 ou menos partidas de futebol por semana vs usuários que assistem 3 ou mais partidas por semana).
22) Enquanto continuar existindo estaduais no formato atual, você acha que clubes grandes deveriam disputar com força máxima ou com reservas/sub-23? -- Semelhante à última pergunta, 179 (49%) usuários querem força máxima em clássicos e decisões e sub-23 nos demais, 150 (41%) querem sub-23 sempre e apenas 33 (9%) querem força máxima sempre.
23) Antes da pandemia, você jogava futebol? -- 202 (55%) usuários não costumavam jogar. Até que faz sentido pela demografia (ou estereótipo) do reddit. 61 (17%) usuários jogavam menos de 1 vez por mês, enquanto 45 (12%) 1 vez por semana. Apenas 8 (2%) jogavam 3 vezes por semana ou mais.
24) Você costuma assistir futebol feminino? -- 249 (68%) usuários não assistem, enquanto que 101 (28%) assistem às vezes e apenas 12 (3%) assistem com certa frequência. Além disso, 4 usuários escreveram "somente olimpiadas ou copa do mundo".
25) Além do futebol, qual outro esporte você costuma assistir? (Selecione todos que assistir) -- Esse foi talvez o meu maior erro no censo. O Ayrton Senna tá se revirando no caixão, tadinho. Eu esqueci de incluir Fórmula 1! Num censo pra brasileiros! O esporte que eu vejo meu vô assistir todo domingo! Esqueci o Tênis tambem mas no Brasil esse é esquecível, azar. Em minha defesa eu ainda dei um google "esportes mais assistidos no brasil", mas só apareceu um monte de artigo sobre os esportes mais praticados.
Anyway, essa pergunta me surpreendeu um monte. O grande líder foi e-sports com 143 (39%) usuários dando audiência. Basquete veio em segundo com 131 (36%) e futebol americano em terceiro com 95 (26%), enquanto que 86 (24%) usuários só assistem futebol. Me surpreendeu também que os esportes que eu achava populares no Brasil, luta e vôlei, só tem 56 (15%) e 46 (13%) usuários assistindo, respectivamente. E o futsal que é o mais parecido com o futebol só tem 28 (8%) espectadores. Curiosamente, temos um usuário que assiste xadrez, um curling e um punhobol. Não me pergunta o que é isso. Also, tivemos 4 usuários que selecionaram tanto um esporte quanto “nenhum, só o futebol.” 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔.
No próximo censo, além de acrescentar Fórmula 1, acho que seria uma boa ideia separar e-sports em CS, LoL, DotA e FIFA/PES. Não sei se esses são o top 5 ou tem mais.
Parte 3: Futebol Como Paixão
26) Qual é o principal clube pro qual você torce? -- Essa pergunta foi bem interessante. Era óbvio que o Flamengo iria ganhar, por ter a maior torcida e tar em ótima fase. 71 (19%) tem o Flamengo como time principal. Mas a grande surpresa pra mim foi o Grêmio aparecer em segundo com 49 (13%), atropelando o Corinthians com seus 35 (10%). Tu pode pensar “faz sentido porque muita gente coloca o Corinthians como segundo time”, mas não, apenas 1 usuário colocou, enquanto 2 colocaram o Grêmio.
Fora isso, temos Inter e São Paulo empatados com 33 (9%), Palmeiras com 24 (7%) e Vasco com 20 (5%). O Atlético-MG com 15 (4%) tem quase o dobro que o Cruzeiro com 8 (2%). Isso pode ser um sintoma da fase horrível do Cruzeiro.
27) Aproximadamente o quão longe você mora do estádio do seu time? -- Outra surpresa, 114 (31%) usuários moram a mais de 500km do estádio do seu time. Apenas 77 (21%) moram a menos de 10km, enquanto que 60 (16%) moram entre 10km e 30km e 38 (10%) moram entre 30km e 100km.
28) Você se considera torcedor de dois clubes brasileiros? -- E aqui temos outra pergunta polêmica, que quer saber não apenas sim ou não como tambem tua opinião. Nessa, a descrição vai ser longa. Daqui em diante vou chamar os usuários que responderam sim de “bitorcedores.”
Superficialmente, apenas 59 (16%) usuários torcem pra dois clubes. 145 (39%) não mas respeitam, 72 (20%) não e nem tem opinião e 91 (25%) não e acham um absurdo. Mas a gente não vai parar na superfície.
Acho que todos nós esperávamos que o Flamengo seria o clube mais popular entre os bitorcedores. E de fato ele foi. Mas eu esperava que seria por uma diferença muito mais gritante. Apenas 12 dos 56 (21%) bitorcedores torcem pro Flamengo. Em segundo lugar vem o São Paulo com 9 (16%), e em seguida, de maneira surpreendemente, Grêmio e Inter empatados com o Corinthians com 7 torcedores cada (13%). Por outro lado, 2 (4%) bitorcedores torcem pro Santos, e 1 (2%) pra cada um de Cruzeiro e Atlético-MG. Segue a tabela completa mais pra baixo, mas antes disso deixa eu explicar ela melhor.
Comparando a quantidade de bitorcedores com o total de torcedores pra cada clube, vemos que a grande maioria (8 dos 13) tem entre 13% e 19% da sua torcida torcendo pra um segundo clube. A maior proporção foi do Athletico, onde 3 dos 11 (27%) torcedores torcem pra um segundo clube. Já as menores foram do Botafogo (0 dos 5) e Atlético-MG (1 dos 16, 6%). São Paulo tem 9 dos seus 38 (24%) torcedores torcendo pra outro time, enquanto o Santos tem 2 dos 8 (25%). Note que o Flamengo, alvo desse stigma, tem uma proporção normal, considerando que 12 dos seus 71 (16%) torcedores torcem pra um segundo time.
Por último, vemos a proporção de usuários por clube que acha um absurdo torcer pra 2 times. O Atlético-MG foi disparado o clube mais intolerante, onde 11 dos seus 16 (69%) torcedores acham um absurdo uma pessoa ter dois clubes do coração. Já o Athletico tem 5 dos seus 11 (45%) torcedores pensando dessa forma, enquanto o Flamengo tem 7 dos 76 (9%) e o São Paulo 3 dos 38 (8%) achando um absurdo torcer pra dois times. A tabela completa com toda essa informação para os 13 grandes aparece abaixo.
Time X Dos usuários que torcem pra 2 times, o número que torce pro time X Dos usuários que torcem pra 2 times, a % que torce pro time X Dos torcedores do time X, a % que torce pra 2 times Dos torcedores do time X, o número que acha um absurdo Dos torcedores do time X, a % que acha um absurdo Número total de torcedores do time X
Athletico 3 5% 27% 5 45% 11
Atlético-MG 1 2% 6% 11 69% 16
Botafogo 0 0% 0% 0 0% 5
Corinthians 7 13% 19% 8 22% 36
Cruzeiro 1 2% 13% 3 38% 8
Flamengo 12 21% 16% 7 9% 76
Fluminense 2 4% 17% 3 25% 12
Grêmio 7 13% 14% 17 33% 51
Inter 7 13% 19% 12 33% 36
Palmeiras 5 9% 19% 3 12% 26
Santos 2 4% 25% 1 13% 8
São Paulo 9 16% 24% 3 8% 38
Vasco 4 7% 16% 7 28% 25
29) Qual é o segundo clube (aquele que fica geograficamente mais longe de você) pro qual você torce? -- Essa pergunta ficou meio confusa porque usuários organizaram de forma diferente o primeiro e o segundo clube. Não sei como reformular ela no próximo censo. Talvez “qual é o segundo clube (aquele que for “maior”) pro qual você torce”?
De qualquer forma, as estatísticas interessantes já aparecem na última pergunta. Aqui, vemos que 275 (77%) usuários não têm segundo clube, enquanto 5 (1%) torcem pra cada um de Flamengo, Vasco, São Paulo e por incrível que pareça, Paysandu. Curiosamente, 3 (1%) escolheram o Milan.
30) Fora o maior rival, qual clube você mais quer ver perder? -- Outra pergunta suculenta sugerida por algum usuário aqui há muito tempo atrás. Essa também vai ter uma discussão enorme, então botem o cinto gurizada.
Superficialmente, pra surpresa de pouca gente, nós vemos o Flamengo sendo o clube mais desprezado do Brasil, com 96 (26%) usuários querendo vê-los perder. Curiosamente, isso é muito maior do que a quantidade de usuários que apenas querem o mal pro rival (60, 16%) e que não querem o mal pra ninguém (36, 10%). O Corinthians é claro vem em segundo com 60 (16%). Palmeiras tem 38 haters (10%) e São Paulo 14 (4%). Pra minha surpresa, apesar de todas suas falcatruas, Cruzeiro tem apenas 11 (3%) e Fluminense só 8 (2%). Meu tio sempre teve a opinião de que o pessoal fora do RS não gosta do Grêmio por considerar ele um time argentino, mas não vemos isso aqui. 0 usuários escolheram ele, enquanto apenas 2 (um torcedor do Caxias e outro do Grêmio) desprezam o Inter.
Mas podemos ir mais fundo. Primeiramente, tal como ilustrado acima, houve muitos usuários que selecionaram o nome do seu rival invés de selecionar “Apenas quero o mal pro meu rival.” Talvez fosse melhor reformular essa pergunta pra “qual clube de outro estado você mais quer ver perder.” Enfim, pra diminuir esse problema com os dados, eu editei cada usuário que escolheu o nome do seu rival para “apenas quero o mal pro meu rival.” Clubes gaúchos, mineiros e paraenses foram fáceis. Para os cariocas, eu considerei o Flamengo como rival de todos os outros três grandes, enquanto que o Vasco e Fluminense são simultaneamente rivais do Flamengo, mas o Botafogo não. Já em SP, o Corinthians, São Paulo e Palmeiras são simultaneamente rivais um do outro, enquanto o Santos ficou sem rival.
Levando em consideração apenas torcidas de tamanho médio (4 ou mais), sobram 351 usuários. As maiores diferenças são no Palmeiras e São Paulo. O primeiro caiu para 27 (8%) usuários que o desprezam, enquanto que o São Paulo caiu para 4 (1%).
Os clubes que mais desprezam o Flamengo são o Santos (6 dos 8, 75%), Atlético-MG (10 dos 15, 67%), e Palmeiras (14 dos 24, 58%). O único clube com muitos torcedores (10 ou mais) que não quer ver o Flamengo perder mais que todos os outros foi o Inter. 8 dos 31 (26%) colorados desprezam o Flamengo, enquanto que 17 (55%) despreza o Corinthians. Isso faz sentido, porque o Corinthians “roubou” um Brasileirão em 2005 enquanto o Flamengo meteu 5 a 0 no Grêmio ano passado.
Dos clubes com poucos torcedores, Ceará (0 dos 5) e Santos (0 dos 8) são os com mais desgosto no coração (0 torcedores “não querem o mal pra ninguém”), enquanto que Cruzeiro é o mais pacífico (3 dos 7, 43%). Dos clubes com muitos torcedores, Atlético-MG (0 dos 15), Athletico-PR (0 dos 11) e Inter (1 dos 31, 3%) são os com maior antipatia por outros clubes, enquanto que o São Paulo (4 dos 37, 11%) é o mais pacífico.
Segue a tabela completa para quem quiser ver. Para ler a tabela: 20% dos 15 torcedores do Atlético-MG, por exemplo, querem o mal apenas pro seu rival, 7% pra cada um de Corinthians e Fluminense e 67% pro Flamengo.
31) Fora o(s) seu(s) clube(s) do coração, com qual clube você mais simpatiza? -- Uma pergunta um pouco diferente da de dois torcedores. Temos usuários que torcem pra dois times e simpatizam com um terceiro. Temos usuários que torcem só pra um time mas simpatizam com outro. E temos usuários que não simpatizam com nenhum - especificamente, 103 (28%).
Dos times com simpatizantes, pra minha surpresa, a Chape ficou apenas em segundo com 22 (6%) usuários. O time mais simpático do /futebol é o Vasco com 26 (7%). O Bahia fecha o pódio com 19 (5%). Fora isso, podemos ver algumas curiosidades ao analizar mais profundamente.
Dos 86 torcedores da dupla grenal, 3 (3%) deles simpatizam com o arquirival, enquanto que 1 vai mais longe e considera o arquirival seu segundo time. Curiosamente, essa pessoa mora em Porto Alegre ou região (i.e., a menos de 10km do estádio). Nenhum dos 24 Cruzeirenses e Atleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Nenhum dos 20 Coritibanos e Athleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Dos 5 torcedores do Botafogo, 1 (20%) simpatiza com o Fluminense, enquanto que dos 76 torcedores do Flamengo, 1 simpatiza com o Botafogo. Curiosamente, 2 (3%) torcedores do Flamengo e 1 dos 25 (4%) torcedores do Vasco desprezam o Botafogo acima de todos os outros. Dos 38 torcedores do São Paulo, 3 (8%) simpatizam com o Santos, enquanto que dos 36 torcedores do Corinthians, 1 (3%) simpatiza com o Santos.
32) Você participa de alguma torcida organizada? -- Gostei dessa pergunta. E até fiquei surpreso com os resultados. Temos 9 (2%) usuários do sub que atualmente participam de uma torcida organizada. Além disso, temos 2 (1%) usuários que já participaram delas. Um falou que parou por “questões de tempo, responsabilidades e etc.” enquanto o outro comentou “acho que são importantes no estádio, mas a estrutura e cultura delas é lamentável” (eu gostaria de ouvir mais sobre isso).
Fora isso, 182 (49%) usuários responderam “não, e sou indiferente,” 93 (25%) “não, mas apoio elas,” 59 (16%) “não, e odeio elas” e 20 (5%) “não, mas tenho amigos que participam.” Dos usuários que escreveram sua propria resposta, um colocou “gosto da festa e não gosto da briga,” outro “não, mas sei que a maioria dos seus integrantes não são bandidos infiltrados,” mais um “não, e acho que as vezes atrapalham o futebol, porém algumas fazem um trabalho fenomenal (Fortaleza),” e por último “não participo, gosto da festa que fazem, mas são problemáticas na questão da violência.”
Parte 4: Futebol Como Profissão
33) Você já tentou seriamente virar jogador de futebol profissional? -- Uma pergunta interessante que eu não tinha muitas esperanças de receber um “sim”, mas ainda assim recebemos. 1 usuário conseguiu enquanto 24 (7%) tentaram mas não conseguiram. Outros 22 (6%) tiveram parentes que conseguiram. 318 (86%) simplesmente nunca tentaram.
Outra coisa interessante foram as respostas manuais. Um usuário escreveu “joguei em categorias de base mas nunca tive ambição,” outro “jogo nas categorias sub 17,” e o meu favorito, “não, mas tive um ex-colega que treinou no Internacional e teve chance de ir para o Real Madrid, mas foi tonto e perdeu a chance porque não quis ficar longe da família.” Imagina se o Messi tivesse pensado dessa forma. Imagina se tivesse alguém com ainda mais talento que o Messi mas que pensou dessa forma e o talento nunca floresceu. Perguntas interessantes.
34) Você já tentou ganhar a vida do futebol sem ser jogador, pelo menos por um tempo? Se sim, como? -- Pergunta parecida com a anterior, porém mais ampla. Ainda assim, não gostei dela. Ela teria que separar “tentei e não consegui” de “tentei e consegui,” e talvez “tentei, consegui, e continuo conseguindo.” Mas não tenho nem ideia qual o melhor jeito de fazer isso.
De qualquer forma, 344 (93%) usuários nunca tentaram. Dos 26 que tentaram, 10 (38%) foram como apostador, 5 (19%) como jornalista, 2 (8%) como técnico, 1 (4%) como dirigente e 1 como narrador. Nenhum usuário selecionou Youtuber da lista, mas um escreveu “além de Youtuber, também planejo ser Técnico ou Preparador.” Além disso, um usuário escreveu que já estagiou em medicina do esporte no Athletico, outro “Quadra de Futebol Society,” mais um “Faltou e-Sports aí na lista,” enquanto outro afirmou ser diretor do Criciúma!
Conclusão
Então é isso. Termina mais um censo do /futebol. Espero que vocês tenham achado interessante. Mas lembrem-se que não dá pra extrapolar muito os dados desse censo, e que a população do /futebol não é nada representativa da população de torcedores brasileiros de futebol. Agora pra sair outro censo acho que talvez só em 2022, então aproveitem esse.
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2020.09.02 18:43 sweet_gih Minha experiência nos EUA

Eu fiz intercâmbio em 2018 em Los Angeles. Já vou começar dizendo q..a comida eu não gostei muito não. Podem ter certeza q a comida brasileira é muito melhor. As panquecas eu não gostei muito do gosto,mas eu acho q era é mulher q não sabia fazer. Açaí que é uma coisa q eu amo,é difícil achar...então a parte da comida eu não curto muito,o feijão é horrível mano. Os americanos são chatos demais velho,meu namorado fica bravo quando falo isso pq ele é americano kkkk,enfim,pelo menos no colégio q eu estava,as meninas eram chatas demais,elas pareciam ter inveja de quem era de outro país entendem? Os meninos eram legais até,eles gostam de quem fazia intercâmbio,eles perguntavam se podiam te ajudar e etc. Eu tinha tido um encontro com um garoto lá mas não acabou rolando nd,eles não beijam em encontro,apenas conversam..no final ficamos apenas na amizade. Eu tinha me apaixonado por um menino do mercado gente kkkkk,eu ia sempre naquele mercado só pra olhar pra ele,até q um dia eu perguntei pra ele "moço,onde tem papel higiênico?" Ele me levou até lá e teve um hora q falei baixinho em português "meu Deus,que homem lindo" ele deu risada e disse em português "agradeço pelo elogio moça" eu fiquei paralisada kkk. Toda escola vai ter um grupo de brasileiros gente,TODA. O brasileiro só não domina o mundo por preguiça msm kk. O aprendizado das escolas lá são bem melhores do q do Brasil..SEM DÚVIDAS. Eu fui na calçada da fama,é top demais. Pretendo morar lá mais pra frente
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2020.08.28 04:41 futebolstats Missão Europa: tenistas partem para circuito mundial

Nesta quinta (27), tenistas brasileiros se despediram do Centro de Treinamento de Rio Maior (Portugal), base da equipe durante a participação do projeto Missão Europa, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) em parceria com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT). A ideia foi oferecer ao quarteto formado por Bia Haddad, Carol Meligeni, João Menezes e Thomaz Bellucci a oportunidade de treinar fora do Brasil durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).
Agora, João Menezes, atual número 188 do mundo, vai para a Itália participar de competição no saibro de Cordenons, a partir de 31 de agosto. O evento deve distribuir aproximadamente 88 mil euros em prêmios. O tenista brasileiro com a vaga mais bem encaminhada para os Jogos Olímpicos de Tóquio avaliou que o período em Rio Maior foi positivo, pois permitiu ver “também um grupo grande de atletas com o mesmo objetivo, que é a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a melhor preparação para chegar bem lá e com chances de brigar por uma medalha”.
Após o ouro na competição de simples no Pan de 2019, a única exigência para carimbar a vaga olímpica é que João Menezes apareça entre os 300 primeiros colocados do ranking mundial em junho de 2021.
Enquanto isso, Thomaz Bellucci, 287º no ranking mundial, segue para Suíça, onde disputa um torneio entre 31 de agosto e 6 de setembro. “Foram três semanas de aclimatação. Já estamos adaptados ao fuso horário, ao clima e agora é partir para a viagem. A intenção é competir na segunda-feira que vem”, afirmou o tenista.

Mulheres seguem em Portugal

Enquanto João e Thomaz seguem para outros países, Bia Haddad e Carol Meligeni continuam em Portugal por, pelo menos, mais duas semanas. A partir da próxima segunda-feira (31), a dupla começa a participar do torneio da cidade de Montemor-o-Novo, que distribuirá US$ 25 mil em prêmios. Na sequência, irão para Figueira da Foz, a partir do dia 7 de setembro, para disputar o torneio local. As duas competições serão no piso rápido.
“Em uma situação normal, talvez não viéssemos para cá. Então foi muito bom saber que temos esse polo de concentração na Europa, com outras modalidades, e evoluir para os objetivos que todos têm em comum”, disse Carol Meligeni, 4ª colocada no ranking nacional.
Já a paulista Bia Haddad comentou seu retorno às competições internacionais após 15 meses afastada por doping: “É um momento diferente, tem um friozinho na barriga a mais, por todos os meses fora, e estou muito animada, motivada e saudável. Então, tem tudo para ser um bom restinho de ano para mim”.
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2020.08.27 20:41 futebolstats Basquete feminino cria movimento por igualdade, apoio e visibilidade

Jogadoras do presente e algumas das que construíram a história do basquete feminino no Brasil lançaram nesta quarta-feira (26), Dia Internacional da Igualdade Feminina, o movimento Levante a Bola Delas. A iniciativa busca dar visibilidade, apoio e condições igualitárias à modalidade.
O vídeo da campanha, que remete às conquistas do basquete feminino, reúne nomes de peso, como as ex-atletas Magic Paula, Hortência e Janeth, campeãs mundiais com a seleção brasileira em 1994 e medalhistas de prata na Olimpíada de Atlanta (Estados Unidos), dois anos depois. Participam, também, as pivôs Erika de Souza e Gil Justino, a armadora Tainá Paixão e a ala Rapha Monteiro, destaques na atualidade, além de Vitor Benite, ala-armador da seleção masculina. Em depoimentos, as atletas falam de incentivo, reconhecimento e valorização, destacando que as principais conquistas recentes do país na modalidade vieram justamente no feminino.
"É muito bom ver o engajamento de todos em torno do basquete feminino. Isso mostra que estamos unidas, defendendo aquilo que é direito nosso, que é a igualdade nos patrocínios, no apoio das marcas esportivas e visibilidade. Ter atletas como Paula, Hortência e Janeth mostra que não estamos sozinhas e que todos querem só uma coisa, que é o crescimento do basquete feminino", disse Erika, 38 anos, quatro Olimpíadas na carreira e campeã tanto na Liga de Basquete Feminino (LBF), como na WNBA (Associação Nacional de Basquete Feminino, na sigla em inglês), principal campeonato feminino do mundo.

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Só vamo : 26 de agosto. Dia Internacional da Igualdade Feminina.Uma data bastante icônica para iniciarmos um movimento pela igualdade no esporte, em especial no basquete. O basquetebol feminino já foi Campeão Mundial, Medalhista Olímpico e ganhou vários outros campeonatos importantes. E as glórias não ficaram só no passado: ainda ganhamos títulos e formamos grandes talentos. Mas, apesar disso, o apoio está escasso. Precisamos de patrocínios, de investimentos, do suporte de marcas esportivas, de espaço na mídia . Aproveitamos este para levantar estas questões e provocar AÇÕES PRÁTICAS que valorizem o nosso basquetebol feminino. QUE LEVANTE A BOLA de atletas, times, equipes técnicas que colocam seu coração, seu suor, seu talento e suas vidas nas quadras pra LEVANTAR O NOME DO BRASIL E DO ESPORTE no cenário nacional e mundial. Por mais apoio, patrocínio e representatividade. . #LevanteABolaDelas, porque já está mais do que na hora. Vamos colocar a bola da mulherada lá em cima, como elas mesmas sempre fizeram. #ValorizaAsMinas #IgualdadeFeminina #EmpateNoBasquete #LugarDeMulherEnaQuadra #LevanteABolaDelas . . . #style⁣ #basquete #nba #basketball #basquetederua #nbb #basket #nbabrasil #basquetebrasil #esporte #basquetebol #dunk #basquetefeminino #aeraiz
Uma publicação compartilhada por Jennefer Gonçalves Coelho (@jennefermemy) em 26 de Ago, 2020 às 8:59 PDT
Paula, por sua vez, espera que a manifestação da comunidade do basquete feminino impulsione mulheres de outras modalidades a também lutarem por igualdade. "Já caminhamos muito, mas ainda há um longo caminho a trilhar. Movimentos dessa natureza só fortalecem o basquete feminino e as atletas envolvidas nesse processo. É nosso papel e é dessa forma que posso contribuir para que a modalidade se fortaleça cada vez mais, com patrocínios, uma competição forte e mais jogadoras atuando e curtindo o basquete", destacou.
"Espero que essa campanha possa chamar a atenção das marcas em relação às mulheres e ao basquete feminino. Estamos num momento delicado, por causa da pandemia [de covid-19], e também preocupadas em relação a patrocínio. O basquete é o nosso trabalho e precisamos de apoio para ter uma Liga forte no ano que vem, com mais equipes, para que possamos continuar jogando no nosso país", sustentou Tainá, eleita a melhor jogadora da final dos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), no ano passado, vencida pela seleção brasileira.
Logomarca do movimento "Levante a Bola delas" que busca dar visibilidade, apoio e condições igualitárias à modalidade – Levante a bola delas/DivulgaçãoA temporada nacional de clubes do basquete feminino brasileiro só deve voltar no próximo ano, já que o calendário da LBF costuma contemplar datas em que as principais atletas do país não estão atuando no exterior. A edição 2020 da Liga começou em março, mas foi suspensa após três jogos realizados, e depois foi cancelada, por causa do novo coronavírus.
Para 2021, em meio às dificuldades financeiras em virtude da pandemia de covid-19, a LBF começou a dialogar na semana passada com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) para ter apoio logístico durante a temporada. A ideia é seguir moldes semelhantes ao que foi acordado com a principal competição masculina da modalidade, a Liga Nacional de Basquete (LNB), para a edição 2020/2021 do Novo Basquete Brasil (NBB).

Dia da Igualdade Feminina

O movimento é internacional e começou nos Estados Unidos, sendo celebrado desde os anos 70. A data destaca a instituição da 19ª emenda da Constituição norte-americana, de 1920, que proibia ao Estado negar direito ao voto aos cidadãos conforme o gênero, abrindo espaço para a participação feminina na política
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2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.08.26 00:01 MegaNose337 Privilégios e a visão social meio esquisita dos brasileiros

Eu venho de uma condição bem privilegiada, talvez alguns até chamem de berço de ouro. Nunca tive mansão, jato, carro de luxo ou qualquer coisa do tipo, digamos que eu estou na classe média alta e nunca me faltou nada, sempre tive tudo que eu precisei: estudos, alimentação, lazer, amizades, etc. Meu avô não tinha nem chegado ao ensino médio e o meu pai batalhou, trabalhou na adolescência, se formou e se tornou uma pessoa bem sucedida (uma trajetória semelhante aconteceu com a minha mãe), não vou mencionar os empregos deles aqui mais pra não me expôr tanto mesmo. Uma situação que andou me incomodando muito nesses últimos tempos é sobre como a sociedade enxerga a questão dos privilégios, pobreza, riqueza, etc. O que começou as minhas reflexões constantes e sem fim sobre essas questões foi aquela treta no twitter da menina que foi xingada porque postou fotos do passeio internacional que o colégio dela teve (eu nunca nem saí do país e adoraria visitar a Europa, mas o que diabos eu ia ganhar tentando fazer uma pessoa que já teve essa oportunidade se sentir mal?). Eu não me afetei tanto por isso porque não sofri esse tipo de comentário diretamente, mas começou a me incomodar um pouquinho mais quando as pessoas começaram a comentarem esse tipo de coisa pra cima de mim. Aquele clássico lance do "aaaaah o filhinho de papai que nunca precisou ralar na vida" ou o "aaaah playboy" ou outros comentários do tipo e eu fico "MANO?!?!". Eu nunca neguei que o Brasil possui uma tremenda desigualdade social e nem desmereci ninguém por causa de renda ou trabalho (o que eu considero não ser mais do que minha obrigação), mas mesmo assim as pessoas adoram esfregar na cara o tanto que eu tenho em relação à elas ou à realidade brasileira (inclusive bloqueei e cortei laços com várias pessoas que eu até gostava porque elas faziam isso). Eu acho que inclusive isso não fica só na classe financeira e essa "luta de classes" acabou se estendendo para todas as relações de desprivilegiado/privilegiado, principalmente no twitter ("ah, como mulheres, negros e pobres sofrem, tem mais é que debochar e avacalhar homens, brancos e ricos mesmo") o que eu acho um erro tremendo, visto que quem tá em cima também tem um papel importante na sociedade. Eu adorei esse lance da sociedade brasileira ter mudado e ter passado a achar inadmissível desprezar as pessoas simplesmente por terem menos dinheiro, mas precisava ir tão longe a ponto de inverter os pontos e debochar de quem tem dinheiro? Não faz nem sentido isso pra falar a verdade. Pra falar a verdade eu acho que isso tudo começou com essa modinha de Trap, que eu enxergo simplesmente como uma vertente do Rap só que sem mensagem e com um bando de idiota ostentando roupinha de marca, exaltando coisas erradas, tendo falas machistas, xingando brancos/ricos e chamando todo mundo que não gosta desse gênero musical de racista. Esse contexto todo fez eu me sentir bem mal com o fato de eu ter muita condição em relação à tanta gente no Brasil e acabou me transformando numa máquina esquisita de absorver conhecimento. Eu tenho 18 anos (quase 19) e estou no segundo semestre da faculdade, me esforçando muito, estudando três línguas (todas essas bem difíceis), tocando instrumentos, estudando vários conteúdos que não são do meu curso apenas pela sensação de absorver conhecimento e eu não tenho certeza se isso é o melhor caminho a se tomar, mas por enquanto isso me desperta um certo prazer. Resumindo: a desigualdade brasileira somado à esse comportamento agressivo que as pessoas tem comigo por ter mais condições me despertou uma vontade muito grande de emigrar para um país menos desigual e criar uma família por lá, onde tudo seja mais igual e livre dessa mentalidade esquisita do brasileiro.
Desculpa se o texto ficou uma merda/confuso, tava tentando juntar as ideias e ir escrevendo no impulso mesmo, sem pensar bem na estruturação do texto
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2020.08.25 04:33 Puzzleheaded_Pepper7 PRECISO FALAR COM TODOS OS BISSEXUAIS AQUI.

Então,eu sempre fui apaixonado por meninas(e talvez por meninos,não tenho certeza),e desde pequeno,mesmo que errado,eu via pornô em revistas,dvds e tals escondido. Nunca fiquei com ninguém por ser muito inseguro por causa do meu corpo e timidez,mas eu beijei,no máximo,duas meninas que são minhas primas. Meses depois de descobrir a masturbação,descobri o pornô gay,então passei pelo menos 2 anos vendo apenas isso. Eu passei aquela época sem pensar muito sobre minha sexualidade,mas imaginava como sairia do armário como gay(raramente um pornô bi),pois não via as mulheres com os mesmos olhos como via até os 11/12 anos,porém,durante essa época,ainda tinha crush’s meninas,mesmo que não sexualmente. Só que aos 15/16 pra cima,comecei a olhar para as meninas de um outro jeito também,e isso foi crescendo aos poucos,começou com fantasias sexuais com as minhas crush’s, pornô (de pornô hétero a solo feminino)contos e sonhos eróticos(que acontece raramente),me sentia completo e feliz depois de “vocês sabem oq huehue”. Nunca deixei de gostar de homens tbm,mas minha sexualidade acabou se tornando mais fluida(assistia pornô gay,hétero,masturbação feminina,pornô bissexual,nudes). As vezes eu não me entendia,aí descobri o bi-cycle,o que explicaria porque meu gosto varia muito. As vezes estava querendo mulheres intensamente e nem pensava em homens,as vezes queria somente homens,as vezes os dois. Mesmo assim,mesmo sabendo dos termos e tals,isso me deixava confuso e pegava questionando a validade da minha bissexualidade porque já li muitas histórias sobre “bissexuais” que se descobriram Gay/lésbica/hétero,também pq todo mundo sempre perguntou se eu era gay muitas vezes por causa do meu jeito(eu odeio quando personalidade vira questão de sexualidade) e também porque demorei pra entender a fluidez da sexualidade humana e falta de representatividade bissexual(pois na mídia ou se é hétero ou é homossexual,aí faz parecer que bissexualidade não existe ou não é algo muito improvável),mas ainda assim,essa insegurança sumia,as vezes tenho certeza de que sou 100% bissexual,mas as vezes fico extremamente inseguro,achando não. Hétero sei que não sou. Eu também não consigo me imaginar em relacionamento sério,pois se me relacionar com uma mulher,certamente sentirei vontade de ficar com homens alguma hora,mas se eu namorar um homem,o mesmo acontece. Isso ajuda a piorar minha insegurança.
Edit: eu fui me descobrindo bissexual em 2016/2017,depois me descobri Bi em 2018 e foi indo até agora. Essa insegurança bateu só agora,em meados de 2020.
Edit: postando aqui porque não encontrei comunidade bissexual brasileira.
VOCÊS PASSARAM POR ISSO?? ESTOU FICANDO LOUCO??!! ME AJUDEM!! COMO POSSO FAZER ESSA INSEGURANÇA SUMIR??
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2020.08.20 07:38 leogarbage Faltam bundas e ânus masculinos nas subs de nudes brasileiras do Reddit

Já notei que o número de subs dedicados a nudes masculinos é bem menor que o de mulheres aqui no Reddit. Além disso, quando têm, as fotos das rolas em todas as poses são maioria. Seria legal os caras sejam héteros, bissexuais ou gays também aproveitassem mais do corpo para exibir. Principalmente suas bundas sejam lisas ou peludas, duras ou flácidas. A criatividade para mostrar o ânus que gosta ou não de ser introduzido, exibir as pregas e os brinquedos que usam, se houver.
Mas por que héteros fariam isso? Para explorar o corpo, há também os que curtem fio terra e inversão, a próstata todos os homens têm e é nosso ponto G. Sinto falta desse tipo de nudes e exibicionismo nas subs +18 brasileiras.
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2020.08.17 19:41 AzafTazarden Queria que as pessoas parassem de chamar a Sara Geromini pelo seu codinome nazista

Pra quem não sabe, Sarah Winter era o nome de uma nazista inglesa, frequentemente acusada de espionagem durante a Segunda Guerra. A própria Geromini é constantemente associada ao neo-nazismo (tatuagem da cruz de ferro, treinamento com células nazistas na Ucrânia, etc). Eu sinto que cada vez que se referem a essa mulher pelo seu codinome vira-lata estão respeitando seu apito de cachorro nazista, deixando que ela esconda em plena vista sua visão desumana de realidade. Ao invés de fazer a vontade dela, deveriam lembrar que essa mulher é brasileira, com nome brasileiro, e que aqui não tem espaço pra nazismo.
submitted by AzafTazarden to brasil [link] [comments]


2020.08.17 00:32 ApocalypseBunker A filha da puta da Sara Winter divulgou o endereço e o hospital que a criança de 10 anos, abusada sexualmente pelo tio, vai fazer o aborto. Como vocês sabem, estão todos lá, os psicopatas dessa direita brasileira. Eu to com NOJO dessa mulher e desses "Pró-vida".

A filha da puta da Sara Winter divulgou o endereço e o hospital que a criança de 10 anos, abusada sexualmente pelo tio, vai fazer o aborto. Como vocês sabem, estão todos lá, os psicopatas dessa direita brasileira. Eu to com NOJO dessa mulher e desses submitted by ApocalypseBunker to BrasildoB [link] [comments]


2020.08.14 22:14 unrelentfool Como fazer amigos no Porto em tempos de COVID?

Moro bem perto de uma parte do Porto que eu amo justamente por ser tão vivaz. Mas como estou sem muitos amigos atualmente fico triste ao ouvir sozinha do meu quarto toda a festa na rua. Tenho vontade de explorar a cidade ou ir às compras ou andar de skate mas sinto que só seria mesmo divertido se tivesse companhia. Sou mulher e minha única amiga era brasileira e voltou para o Brasil. A maioria das pessoas que conheço no Porto eram amigos de ex-namorados (sabem como é). Sinto me sozinha e estou a postar aqui meio porque pensei “why not?” e meio porque talvez alguém esteja na mesma situação, ou alguém possa ter algumas ideias de como construir amizades neste fim de verão tão atípico?
Qualquer feedback será apreciado, obrigada por teres lido meu desabafo 😬
submitted by unrelentfool to porto [link] [comments]


2020.08.14 02:52 whoareyougirl O grupo de pesquisa do qual faço parte está trabalhando em um projeto que busca entender como é ser mulher no Brasil. Você pode nos ajudar?

Oi, pessoal. Primeiramente, não sei se esse tipo de post é permitido aqui, mas como o projeto está sendo divulgado em vários canais de comunicação (desde redes sociais até jornais locais), creio que não infrinja qualquer regra sobre exposição de pessoas comuns.
Faço parte de um grupo PET (Programa de Educação Tutorial - acredito que muitos aqui saibam do que se trata) vinculado ao curso de Letras da UFRGS. Estamos coletando relatos de mulheres brasileiras para um projeto chamado Svetlana (em homenagem à Svetlana Alexijevich).
Nessa fase do nosso projeto, gostaríamos que você preenchesse esse formulário, que deve tomar no máximo 20 minutos do seu tempo e pode ser feito de forma anônima. As respostas fornecidas por vocês (sempre respeitando a identidade de quem respondeu ao questionário) serão utilizadas, então, como dados para a construção de um artigo científico (ou similar).
Vou deixar aqui embaixo um pequeno "release" que elaboramos sobre o projeto, além de uma matéria sobre ele no jornal da nossa universidade.
Agradeço desde já a todos que puderem nos ajudar, seja respondendo o questionário ou indicando-o para pessoas que conhecem! :)
Release:
Svetlana Aleksiévitch é uma das mais conhecidas escritoras de História Oral, ganhadora do prêmio Nobel de Literatura de 2015. Em uma de suas principais obras, Svetlana apresenta o testemunho de mulheres que lutaram e participaram da Segunda Guerra Mundial.
A História, em todos seus aspectos, costuma privilegiar acontecimentos e figuras masculinas para desenvolver suas narrativas. Contudo, as mulheres estiveram e estão presentes em todos os períodos, sendo líderes de família, chefes de estado, influenciadoras e atuando como as trabalhadoras que põem o mundo a funcionar. Porém, a maioria dessas mulheres foi apagada da História em detrimento de outros, ou simplesmente não tiveram suas vozes ouvidas.
Por isso, principalmente em épocas em que os direitos das mulheres ainda são contestados, suas vozes devem e precisam ser escutadas e representadas. A história oral representa a voz do cotidiano.
Reportagem
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2020.08.13 20:07 Dannzsche Mulheres Anarquistas Brasileiras.

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